Cogitei a hipótese de criar um blog em meados de 2011.
Estava inspirada nessa vontade.
Essa ideia passou pela minha cabeça há anos, desde que blog
virou blog, e blog virou moda.
Mas, sentia vergonha de publicar os textos (apesar de ser a alternativa
mais usada quando faltava coragem para pronunciar palavras) pois, achava tudo ruim
demais pra ser exposto.
E mais: a timidez me segurava.
Em 2011 isso mudou. (Não a parte de textos ruins..., porque
tem coisa aqui que não vale os 78 segundos gastos na leitura. Eu sei!) Mas, certo
dia, na companhia de pessoas amadas, com o vento entrelaçando meus cabelos num rosto
sorridente, ao som da voz “moleca” da Baby cantando “A menina dança”, tomei
coragem e criei isso daqui.
Pois é... fechei os olhos, me libertei e escrevi. Dentro de
mim a menina dançava feliz e isso já era suficiente.
Criei o blog e declarei a mim mesma: Seja o que Papai do Céu
quiser!
O que vão dizer... se iriam ou não me julgar pelos textos (isso
já aconteceu.) fazia parte do risco. De qualquer maneira, escrevi, publiquei e o resultado esta salvo e registrado. Palavras minhas e não ditas. Apenas escritas.
As partes ruins, julgamentos, o que não vale à pena, o que
não fica ou que não tenha criado raiz, eunãolevopracasa.
Minha bisavó
sempre diz: Tudo nessa vida tem um lado bom. Inclusive o fim das coisas.
Sábias
palavras.
Aliás, certíssimas
e certeiras palavras. E provavelmente só as compreendem os mais vividos ou os que
estejam há um bom tempo sobrevivendo na Terra.
Na teoria, então,
todo final tem seu lado bom. Sem receios.
É o natural.
Nascemos,
vivemos, desabrochamos, sorrimos, nos machucamos, amamos, choramos, e
morremos. É assim.
Não sei de
onde tiraram a ideia de que existe o tal do “para sempre” estampado em todos os
meios de comunicação, e no rosto das pessoas.
Que coisa chata esse tal de "forever and ever"!!! (ZzzZZzzzzz...)
Além de desconhecer a origem,
acreditam fielmente no que a palavra significa. E o mais esquisito: Vai de
encontro as maiores certezas desse mundo: Nascemos e morremos.
O que há de ser “para
sempre” então?
Tudo nasce
tudo morre.
Pois é.
Inclusive as relações humanas. (Oh yeah!)
E é um tal do
descontrole e vontade de morrer quando elas acabam. (Calma!)
É um fato, ué.
Fato este, inclusive,
que se encontra no próprio dicionário:
Desisti dos ruídos. Acelerei minha prece. Pedi ao sol
proteção. Cobri-me de sereno. Enfeitei-me de estrelas. Lembrei canções. Ouvi coração.
Cantei para o infinito. Deixei livre instinto. Joguei-me no mar. Misturei ondas.
Pulei idades. Abracei flores. Escalei prismas. Sacudi tombos. Resgatei brilho. Caminhei
sobre pontes. Corri deserto. Aceitei desejos. Parti de longe. Refleti
no tempo. Brindei sorrisos. Escutei o vento.