Roubaram-lhe um pedaço do corpo Violaram princípios antigos Em sete chances arrebentaram o cadeado Em todas. Descobriram os sete segredos Jogaram-lhes aos ventos Todos. Violaram condutas e costumes Dispensaram formalidades e considerações Lambuzaram-se em mentiras Lavaram almas na dança de lodo Proclamaram mentiras Brindaram fatalidades Deterioraram esperanças cotidianas Debruçaram-se sobre a inércia Alimentaram-se de papéis Formularam maldades Trancaram, encaixotaram, arremessaram. Esqueceu-se de fechar a porta. A porta. Hipócritas ofereceram veneno aos sonhos.
No lado firme da vida, lá aonde as mãos não tocam e as palavras aconchegam, é o esconderijo do seu ser, do interior afastado e isolado.
Involuntários pensamentos maldosos tiveram como objeto um coração triste, amargurado pelas reações humanas. Atos viris.
Houve questionamento, deslumbrou-se da razão e tudo aquilo tomou conta de suas descrições.
Eram ilusões e frustrações.
A triste hora: o desvio fez dos momentos puros e dos atos sobrevindos da amizade real, reflexões de inferioridade e desgosto.
Triste hora. Era o seu ponto de fraqueza.
Era o que acontecia quando a dor atormentava. Eram lembranças.
Depois, vinham raiva e considerações maldosas.
Exatamente ali ela regredia. Seu espírito destoava de seu abraço fraterno.
Mas em seu esconderijo profundo, sabia quem realmente segurava sua mão, quem olhava em seus olhos e compreendia passo a passo os trejeitos de sua alma.
O mundo tinha desabado, seu mapa havia desaparecido. Ela estava sozinha.
Havia perdido o brilho nos olhos, a pureza de criança que contaminava a forma como antes abraçava o mundo.
Ela era alegre e possuía sentimentos brandos.
A menininha sabia, por mais que o mundo a fizesse desacreditar: Havia luz lá no finalzinho do Eixão ou de um canudinho. Ela não iria desistir dos bons sentimentos ou da sua maneira leve e sincera de acreditar nos seres humanos. E quando isso acontecesse, era a esperança que acendia mais uma velinha.
Rasgue mapas Regue vontades Resgate regras Reveja conceitos Rejeite planos Realize sonhos Respeite perdas Respire a brisa nova Recaia em ondas Revire lembranças Regenere a força Reequilibra-se no ciclo Requebre relações Redirecione intenções Risque o pequeno Reveja a leveza Recrie o Bem Releia sentimentos Retrate laços Reabilite a esperança Reflita, recorde, reconsidere Ria se este é o seu melhor.
Só o tempo seria capaz de apagar memórias, de escrever linhas novas, de declarar a sensação de novidade. Seria ele então, capaz de remediar a doença crônica dos desesperados, afastando carências e erros? Advirto sobre o tempo capaz de escolher as respostas apropriadas e colocá-las nos lugares certos do quebra-cabeça errado da vida. Seria ele capaz de clarear os caminhos mais turvos, de acertar as linhas tortas do desterro, e se persistir, saberia ele a resposta de tantas perguntas não questionadas? O tempo capaz de amadurecer os despreocupados, de suavizar o aperto dos aflitos, de orientar para onde guardar tamanha saudade. Tempo que incomoda, que bate à porta, que pede passagem e que nem sempre é bem vindo. Tempo que traz em seu vento bons frutos, a rara flor com cor de compreensão, a flecha de fogo extasiado aos desestimulados, a cura para os corações partidos. É tempo de esperar que o tempo nos faça superar a dor das desilusões.
Vou te contar um segredo: Bons amigos são sempre bons amigos, mesmo que eles estejam bem longe, por exemplo, em Manaus ou São Paulo.
O importante e mais gratificante é que a sintonia da volta é a mesma, talvez até mais linda.
Esse texto aqui é bem íntimo. To tentando retratar a falta que me faz os bons amigos que se mudaram e que mesmo de longe, me fazem sorrir com as lembranças engraçadas e boas. Alguns ainda me fazem chorar de saudade. Chorar mesmo, de verdade.
Mas ao mesmo tempo, me sinto feliz, eles estão bem, estão vivos por aqui e estão construindo um futuro. Eles são demais!
Então oro e peço a Papai do Céu para que num futuro bem próximo estejamos ligados um ao outro na forma física, que seja por um abraço, uma risada, uma conversa séria ou até mesmo uma discussão. Isso tudo faz parte.
Amigos, meus bons amigos fazem parte de mim, fazem parte da minha integridade, dos meus sentimentos bons, da minha saudade mais sincera, da minha vontade gigante de abraçá-los, de gritar “eu te amo!”, de brigar, de puxar a orelha, de estar junto. Sempre junto.
Olha Rei, Emoções eu vivo e vivi, mas meus bons amigos, mesmo morando longe, ainda estão perto de mim.