terça-feira, 12 de julho de 2011

em um sopro.

A melancolia dos meus dias
Nestes teus assuntos vagos
Estão os olhares próximos
Aonde eu possa estar.

Carrego firmeza,
Um pouco de tristeza,
Eu caminho pro lado de lá.

Acentuo a força,
Na sinceridade eu dito regra,
Não vou balançar.

A jornada de longos e bons dias,
Vou com tudo, vou em cima,
Eu chego lá.

Lúdicos caminhos,
Travessia tênue,
No compasso do meu sorriso,
Comparsa da minha história,
Ah... Eu vou desbravar.

Abraço o vento,
Sinto sedoso e sereno,
O meu equilíbrio a me acompanhar.

Afundo na areia,
Jogo-me à beira,
Procuro uma fogueira,
Sinto a brisa forte e segura,
do meu mar.






sábado, 2 de julho de 2011

Qual é a sua razão?

Uns procuram a felicidade na rodinha escutando ou tocando um violão. Outros exageram na bebida pra ver passar uma angustia que não sai do coração.
Tem gente que treina no espelho pra não fazer feio quando o batimento acelerar. Tem quem prefira um bom livro à companhia de quem insiste em telefonar.
Alguns não conseguem ficar sozinhos, não suportam o silêncio e antes que ele chegue deixa a porta bem aberta à espera de qualquer um entrar.
Tem gente cruzando os dedos, aguardando a hora da estrela. Gente que acende o cigarro e vê o tempo passar.
Têm aqueles enclausurados em seus sentimentos esquecendo que lá fora tem vida, vida que pode realmente ajudar.
Todo mundo aqui tem sua forma de sobreviver às crueldades da angustia, aos segredos íntimos, aos medos mais profundos.
Ninguém sabe ao certo os motivos que nos levam a pensar ou questionar, o porquê da existência de uma taça de vinho na sala, da cerveja gelada no boteco, de uma companhia desagradável ou legal, do gosto amargo de algumas palavras, do choro triste, de um sorriso fora de hora, do mérito merecido, do suor, da dor incontrolável.
E se alguém finalmente conseguir harmonizar dentro de si tantas dúvidas, sentimentos, surpresas e conspirações, eu lhe digo, parabéns, você deixou de ser humano.
Então me sento aqui, calmamente, olhando pro infinito e te digo, amigo: To com a sensação de leveza e liberdade. Acho que caminho na direção dos meus melhores objetivos quando estes me batem à cabeça. To apontando pra eles. Por enquanto, esta parece ser a minha razão.
Então, se um dia eu chegar lá, conto pra você se a minha angustia anestesiada se cala por pelo menos algumas horas.



quarta-feira, 15 de junho de 2011

o pouso da borboleta.

...de repente vi seu pouso súbito e que logo após, ela se escondeu.
Suas asas estavam quebradas e a queda fez com que ela perdesse as forças.
Infeliz, apoiou seu corpo sobre as pedras esquecendo-se de sua luz quando pairava sobre os girassóis. Escutei seu choro triste...
Não podia mais voar. Tinha perdido a fórmula mágica. Tinha desacreditado.
Ela tinha que crer naquela receita para conseguir levantar voo. Mas ela tinha perdido o interesse, as asas, o seu amor. Por isso, se sentia pequena e vazia.
A borboleta, sozinha e desprotegida, perdeu-se de seu porto-seguro e não tinha mais pra onde voltar.
Seu amor foi embora e para a borboleta deixou apenas um coração quebrado.
Diante da desilusão, ela se perdeu, quebrou suas asas, afastou a razão, foi de encontro ao chão.
Era a cena mais triste, meus olhos se encheram d água... 
A linda borboleta entregou-se e não sabia mais voar.



quinta-feira, 9 de junho de 2011

na T.P.M.

Mais um dia e ela acordou triste, desanimada e sem forças.
E aquela sensação de derrota tomou conta do seu corpo no decorrer do dia.
Um caminhão imaginário tinha passado por cima dela e carregado para bem longe toda sua vontade e entusiasmo.
Então, derrotada, ela ficou parada no tempo esperando algum vento a levar.
Com o vento veio o sentimento de fraqueza, de destruição, de fracasso.
Ela desistiu. Não queria lutar nem tentar. Queria apenas seu cantinho quieto, permanecer despercebida e imóvel.
A vontade de ser invisível vinha sempre forte. E Como se não bastasse toda a tristeza, ela sentia raiva, mau-humor e que todas as almas desaparecessem da sua visão.
Não tinha mais vontade de abraçar alguém ou o mundo. Então chorava, e chorava muito.
E sem motivo concreto ou algum filme com final triste, pacífica, ela despencava e deixava as lágrimas percorrerem o seu rosto.
Ninguém seria capaz de entender os motivos de tanta lágrima ou a razão da tristeza em seus olhos. Talvez nem ela fosse capaz de conseguir entender. Geralmente não conseguia.
Mas aquilo passava.  Ela sabia que passava. Era sempre assim.
Então quando acontecia, alguém lhe dizia: Minha menina, tente se tranqüilizar. Isso vai passar.
E para os meninos, era indubitável que eles entendessem.
Pois homem são homens e devem realmente entender. Não há escolha.
Então, no fim, a menina percebeu que a tristeza havia ido embora e com as bochechas rosadas pedia desculpas e, um grande e forte abraço.

domingo, 5 de junho de 2011

dizendo "Eu te amo!"

Não me lembro a última vez que eu disse “eu te amo”.
Quem sabe a culpa seja das fases da vida, quando algumas fazem você pronunciar essa frase com mais freqüência e outras, raramente.
Concordo que tem que ser sincero e verdadeiro. Mas não tem que ser recíproco.
Você dizer que ama alguém não estabelece por si só, uma relação de reciprocidade.
Declarar seu amor é simplesmente deixar transparecer todo o sentimento e toda a sua força, sem esperar uma resposta ou reação.
Dizer que ama, é se deixar levar pelo embalo da vontade. É se preocupar,  se doar, cuidar e querer o bem de alguém.
Tem gente que diz “eu te amo” sempre e até banaliza tal situação. Pessoas que não se recordam do efeito das palavras ditas com amor puro.  Mas isso você sabe distinguir.
Penso comigo então que deixar de expor estas palavras mesmo quando elas querem ser pronunciadas, não vale a pena.
Então te digo meu amigo: Corra lá e diga “eu te amo” antes que seja tarde. Mas não diga isso só porque quer agradar ou porque é o dia dos namorados.
Faça isso da maneira mais sincera e sutil.
Que seja o sortudo seu cachorro, sua mãe, irmão ou amigo. Mas não deixe de dizer.
Lembre-se de uma das infinitas canções que tentam explicar tamanho sentimento.
Como afirmado pelo Rei “Como é grande meu amor por você!”



terça-feira, 24 de maio de 2011

e acredita no amor.

O vazio tomou conta dela assim como de seu coração, da sua forma de viver ou de ver o mundo.
E o descontente desapego lhe abraçou de maneira forçada e sufocante.
Algo diferente insistia em tomar conta de seus instintos.
Ela se recusava a desacreditar no amor, pois já tinha sentindo e bebido de sua água, então sabia que ele existia.
Descobria que não queria acreditar apenas na razão ou na hora certa, queria a sua liberdade de volta.
Eram os amores passados, aqueles repugnados pelos mistérios.
Foram rematados, mas deixaram a sombra do medo ou a racionalização dos sentimentos bons. Era o que ela temia.  
Ela sabia que tinha força, e se recusava a se acostumar com os sentimentos convenientes que esvaziam o coração ao invés de preenchê-lo.
Então decidiu de mãos dadas com a razão, que não deixaria o equilíbrio se envaidecer.
Não queria enlouquecer ou deixar habitar em seu peito um coração petrificado pelo rancor de amores mal vividos.
Percebeu que tinha tempo, que o chão estava ali, que ela tinha pés descalços e mãos livres. Seu caminho era feito de liberdade.
Ela se curvou à idéia de entregar seu coração àquele que encontrasse em seu olhar uma magia certa.  A magia que faz o sorriso reflorescer da maneira mais pura e sincera.



quinta-feira, 19 de maio de 2011

e tenta outra vez.

E nessa vida amigo, não adianta insistir, pois ninguém vence sozinho.
Para se chegar ao topo você caminha lentamente e com determinação.
Mas às vezes pra você não desistir, não cair, não parar no meio do caminho, é necessário um aperto de mão, uma palavra amiga, um abraço sincero.
Um olhar pode mudar tudo. Aquele olhar que diz “Vai lá, eu acredito em você. Você consegue.” Pode mudar a direção dos objetivos da sua vida. Já imaginou?
Conselhos podem acabar com tudo, mas um gesto inocente e sincero pode fazer você sacudir a poeira e continuar em frente. E se você acreditar que eles não existem, feche os olhos e tente perceber de maneira descarregada e sutil, que eles estão lá!
Entretanto, podem realmente faltar palavras ou gestos que te coloquem pra cima. E aquela lágrima triste que insiste em cair no seu momento de fraqueza, pode ser o momento crucial do fracasso.
É vivendo que se aprende e por isso quando a situação chega num ponto mais agressivo, entre no carro e coloque umas das músicas mais lindas do nosso grande Raul...
“Queira! Basta ser sincero e desejar profundo. Você será capaz de sacudir o mundo, vai
Tente outra vez.”